quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Joga Limpo Brasil: Instituições cristãs se unem em projeto evangelístico para Copa e Olimpíadas

Joga Limpo Brasil: Instituições cristãs se unem em projeto evangelístico para Copa e Olimpíadas
http://educacaofisicareformacional.blogspot.com/2011/09/joga-limpo-brasil-instituicoes-cristas.html

Coral Shalom convida: Culto de Gratidão a DEUS por seus 25 anos - 25/09/2011 d.C - Domingo às 19h na Igreja Presbiteriana do Brasil em Osasco (IPO)




Divulgação: http://luis-cavalcante.blogspot.com

INSTITUTO DE EDUCAÇÃO E CULTURA REFORMADA

Reformar a Sociedade Brasileira através da Reforma da Educação
e Cultura a partir da Cosmovisão Cristã, Reformada e Calvinista.

Café da manhã com homens - Vencendo as Crises - Entrada Franca - 01/10/11 d.C - às 8h30 - Espaço Cultural Presbiteriano de Pinheiros/SP

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UPH no sertão Paraibano

UPH no sertão Paraibano
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domingo, 18 de setembro de 2011

Uma campanha internacional orquestrada contra os direitos de Israel como Estado

Uma campanha internacional orquestrada contra os direitos de Israel como Estado

A concerted campaign is being waged against Israel to question its very legitimacy in virtually every aspect of its historical, political, and cultural life, with the aim of undermining the very foundations of Israel's existence.

In response, several world-renowned experts have joined to present an authoritative exposition of Israel’s Rights as a Nation-State in International Diplomacy, edited by Alan Baker, former legal counsel of Israel's Foreign Ministry and former ambassador to Canada, and published jointly by the Jerusalem Center for Public Affairs and the World Jewish Congress.


This book explains clearly why the Jewish people deserve a state of their own and refutes all the major claims against Israel’s rights.


Contents Overview
Amb. Alan Baker

Prof. Ruth Gavison

Sir Martin Gilbert

Prof. Shlomo Avineri

Dr. Stanley A. Urman

Amb. Alan Baker

Prof. Nicholas Rostow

Prof. Ruth Lapidoth

Amb. Dore Gold

Dan Diker

Col. (ret.) Pnina Sharvit-Baruch

Amb. Alan Baker

Prof. Alan M. Dershowitz

+++++

Para, por e com Israel, sempre! Apesar de [preencher as lacunas]

Internação por cirrose alcoólica cresce 50% no Estado de São Paulo

Internação por cirrose alcoólica cresce 50% no Estado de São Paulo
http://saudereformacional.blogspot.com/2011/09/internacao-por-cirrose-alcoolica-cresce.html

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O que Jesus faria? Educação escolar em casa

O que Jesus faria? Educação escolar em casa


David d’Escoto

Nos anos 90 surgiu uma moda de curta duração entre os cristãos de usar pulseiras marcadas com a sigla “WWJD” (O que Jesus faria). Essa nova moda fez com que as pessoas falassem sobre Jesus Cristo e sobre como o cristão deveria realmente tentar se espelhar em Jesus em todas as áreas de suas vidas.

A Bíblia nos ensina: “aquele que diz estar nele [Jesus], também deve andar como ele andou.” (1 João 2:6), e “Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo” (1 Coríntios 11:1). O pastor João Calvino, que viveu no século XVI, se referia a Jesus como o “Grande Exemplo” que todos os cristãos deveriam seguir. Jesus nos serviu imensamente de modelo durante a sua missão na Terra. Por exemplo, Ele nos ensinou orar, lidar com as tentações, a pregar a verdade em amor, a enfrentar o mal e a efetivamente treinar e disciplinar os outros.

Os pais cristãos deveriam olhar para a vida de Jesus como um exemplo perfeito de como os pais deveriam treinar, ensinar e amar seus próprios discípulos: seus filhos. É interessante notar que houve ocasiões em que Jesus chamou publicamente Seus discípulos de “filhos” (Marcos 10:24). O estudioso bíblico do século XVIII John Gill notou que “era comum entre os judeus chamar [seus] discípulos... ‘filhos’” Ao ler os evangelhos, temos uma íntima visão de como Jesus disciplinou e amou Seus “filhos”.

Podemos ver três pontos principais no método de Jesus de discipular: ensinamento, aconselhamento e investimento de tempo.

Ensinamento — Jesus é o supremo “Bom Mestre” (Lucas 18:18). Ele ensinou Seus discípulos diariamente (Lucas 19:47); Ele viajava por toda a região com Seus discípulos, que O viam ensinar outros (Lucas 23:5); outros líderes religiosos reconheciam que Jesus era um Mestre vindo de Deus (João 3:2); os apóstolos de Jesus reconheceram que Seus ensinamentos eram as palavras da vida eterna (João 6:68); o próprio Jesus afirmava que Ele era Senhor e Mestre (João 13:14); e mesmo imediatamente depois que Jesus ressuscitou fisicamente, alguns de Seus seguidores continuaram chamando-o de Mestre (João 20:16).

Aconselhamento — Os ensinamentos de Jesus eram mais do que simplesmente falar e passar adiante a “sabedoria da mente”. Ele viveu uma vida para todos verem e seguirem. Seus discípulos frequentemente O viram se afastar e orar sozinho, o que os levou a perguntar como eles próprios deveriam orar (Lucas 11:1). Seus apóstolos viram Jesus curar os doentes, expulsar demônios, reviver mortos e pregar o evangelho. Mais tarde, depois de anos derramando Sua vida sobre eles, Jesus então confidencialmente os mandou para a “Grande Comissão” (Mateus 28:16-20).

Investimento de tempo — Os discípulos não tiveram uma única aula com Jesus, nem passaram um único semestre fazendo treinamento com Jesus; ao invés disso, passaram cerca de três anos e meio com Ele, sem férias e sem feriados. Era um “curso” de 24 horas, 365 dias por ano, ministrado pelo maior Mestre que este mundo já conheceu. Ele sabia que é preciso dedicar um longo tempo de convívio com as pessoas para realmente causar um forte impacto nas suas vidas. O Dr. John MacArthur destaca em seu livro “Twelve Ordinary Men” “[Os discípulos] poderiam escutar Seus ensinamentos, fazer perguntas, ver como ele lidava com as pessoas e usufruir de uma amizade próxima com Ele em todo tipo de situação. ... Ele os encorajava com diligência, corrigia com amor e instruía com paciência. É assim que a melhor qualidade de aprendizado sempre ocorre. Não é simplesmente informação passada adiante; é uma vida investida no outro”.

Jesus, o maior dos mestres, certamente ensinou Seus discípulos formalmente, mas eles também compartilharam experiências de vida, viagens e o partir do pão juntos durante alguns anos. Ele os aconselhou, deu exemplo de como verdadeiramente andar com Deus e por fim os treinou para se lançarem no mundo pela Sua glória. Ele os encorajou, disciplinou, repreendeu e amou. Jesus investiu Sua vida na dos seus discípulos, e obviamente não deixou seus “filhos” aos cuidados de outras pessoas para educá-los, mas os “guardava” e “conservava” (João 17:12) até que fosse a hora de soltá-los no mundo.

Em um sentido bem real, Jesus usou a educação escolar em casa com os Seus apóstolos. A educação escolar em casa cristã se parece muito com a maneira como Jesus treinou seus apóstolos, e esses “filhos” um dia foram “transformar o mundo” (Atos 17:6)!

Hoje em dia muitos pais cristãos estão acordando para o fato de que ninguém pode treinar e discipular melhor os seus filhos do que eles próprios. Assim como Jesus Cristo, a maioria dos pais cristãos que educam seus filhos em casa ensina, aconselha e passa longas horas com os filhos, literalmente derramando suas vidas na deles ao invés de delegar a pessoas estranhas a educação de seus preciosos filhos.

Jesus nos ensina que treinamento e discipulado realmente efetivos são feitos um-a-um, e requerem muito tempo e sacrifício. Estudos recentes provam que o estilo de ensinar de Jesus é com folga o método mais eficaz, e seus resultados positivos são a maior prova. A pesquisa do Dr. Brian Ray com milhares de pessoas que foram educadas em casa e que agora são adultos mostra que menos de 4% dos jovens no primeiro ano de faculdade que foram educados em casa havia renegado sua fé. Isso é praticamente o oposto de todas as pesquisas preocupantes mostrando que aproximadamente 90% das crianças de famílias cristãs já abandonaram a igreja aos 18 anos. Que diferença que não faz o discipulado divino!

Isso derruba completamente as alegações do sal e da luz que muitos pais cristãos desinformados usam como desculpa para manter seus filhos em escolas públicas. A imensa maioria das crianças de lares cristãos está sendo convertida a uma visão de mundo antibíblica no sistema de educação pública.

A noção falsa e perigosa de que o sistema público de educação é na verdade “neutro” deve ser silenciada pela pesquisa extensa que mostra que as escolas estatais estão inculcando em 9 entre 10 crianças o pensamento marxista-leninista. O Dr. R.C. Sproul nos lembra: “A educação neutra não existe. Todo currículo escolar tem uma visão de mundo predominante por trás e pelo meio”. O currículo escolar das nossas escolas públicas está longe de ser neutro.

Pais, aprendamos com o Mestre e aceitemos com obediência o Seu modelo e Seu método para treinar os discípulos que Deus colocou sob nossos tetos. Quando Jesus ensinou aos seus discípulos mais próximos, eles frequentemente se sentavam aos Seus pés (Lucas 10:39). Em se tratando de criar filhos, o ensino que transforma de maneira mais eficaz e positiva acontece aos nossos próprios pés. Ao mandá-los para longe 180 dias do ano, outra pessoa assume o privilégio de ensinar, dar exemplo e investir cerca de 1.100 horas por ano na vida dos nossos filhos.

Jesus sabia que a melhor maneira de ensinar os Seus “filhos” para se transformar no que Ele queria era vivendo com eles, amando-os, sacrificando-se por eles, dando exemplo da vida divina e investir sua própria vida na deles. Tudo isso acontece no contexto da família. As palavras do Dr. Voddie Bauchmam nos ajudam a lembrar desse fato: “A instituição idealizada por Deus foi a família — não o grupo de jovens, nem o ministério de crianças, nem a escola cristã, mas sua família — como o principal agente de discipulado na vida dos seus filhos.”

A questão não é o que Jesus faria com os Seus “filhos”? Mas o que Ele fez de fato? Ele os deu uma educação escolar em casa.

David d’Escoto é pastor presbiteriano e cofundador do livro “The Little Book of Big Reasons to Homeschool”. Ele e sua esposa Kim ensinam seus 6 filhos em casa há mais de 13 anos.

Traduzido por Luis Gustavo Gentil

Título original: WWJD? Homeschool

Fonte em português: www.juliosevero.com




 
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INSTITUTO DE EDUCAÇÃO E CULTURA REFORMADA

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e Cultura a partir da Cosmovisão Cristã, Reformada e Calvinista.

O Governo Bíblico de Uma Igreja Bíblica: GOVERNO PRESBITERIANO

GOVERNO PRESBITERIANO
Escrito por Jabesmar A. Guimarães
Embora se argumente que existiriam diferentes formas de governo da igreja no Novo Testamento, o contrário é que é verdade. O Novo Testamento fala de apenas uma forma de governo eclesiástico que são vários presbíteros compondo a liderança de cada igreja local.
Já em Atos 11:30, logo no início da Igreja, podemos ler sobre os presbíteros da igreja em Jerusalém. Paulo e Barnabé, em sua primeira viagem missionária, promoveram a eleição de presbíteros em todas as igrejas que haviam fundado. "E, promovendo-lhes, em cada igreja, a eleição de presbíteros, depois de orar com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido" (At 14:23). Isto indica que o procedimento normal de Paulo era estabelecer um grupo de presbíteros em cada igreja que fundava. Ficamos sabendo que também em Éfeso Paulo deve ter estabelecido presbíteros, pois "De Mileto, mandou a Éfeso chamar os presbíteros da igreja" (At 20:17). Além disso, vemos Paulo enviando seu assistente Tito a Ilha de Creta com um objetivo o qual é: "Por esta causa, te deixei em Creta, para que pusesses em ordem as coisas restantes, bem como, em cada cidade, constituísses presbíteros, conforme te prescrevi" (Tt 1:5). Também vemos Paulo lembrando a Timóteo que este havia recebido a imposição de mãos do presbitério¹. "Não te faças negligente para com o dom que há em ti, o qual te foi concedido mediante profecia, com a imposição das mãos do presbitério" (I Tm 4:14).
Há também em outras epístolas a menção aos presbíteros. Tiago escreve: "Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor" (Tg 5:14). A importância deste texto se deve ao fato da epístola de Tiago ter sido uma carta geral escrita para muitas igrejas e crentes a quem ele chama de "as doze tribos que se encontram na Dispersão" (Tg 1:1). Isto nos mostra que Tiago esperava que em cada igreja onde sua carta fosse lida existisse um presbitério constituído.
De Pedro podemos inferir a mesma coisa, pois sua carta foi dirigida a várias igrejas que estavam espalhadas nas províncias romanas da Ásia menor (Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia – cf. I Pe 1:1). Ele escreveu: "Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós, eu, presbítero como eles..." (I Pe 5:1). Ele também esperava que em cada uma daquelas dezenas de igrejas houvesse presbíteros. Já em Hebreus, embora não apareça a palavra presbítero, vemos que na congregação a qual a carta foi dirigida havia uma pluralidade de líderes. Em Hebreus 13:17 lemos: "Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas..."
De todos estes textos não podemos deixar escapar pelo menos duas verdades. Em primeiro lugar, nunca vemos nenhuma sugestão que qualquer uma igreja, por menor ou mais isolada que seja, tivesse um só presbítero. O padrão do Novo Testamento é pluralidade de presbíteros. Em segundo lugar, não vemos no Novo Testamento mais de uma forma de governo e sim uma única forma que é de presbíteros em cada igreja local, pastoreando, dirigindo, zelando e cuidando dela.
A própria Palavra de Deus nos diz que desejar o episcopado é desejar uma tarefa excelente (ITm 3:1). A palavra episcopo (bispo) significa supervisor. Ela aparece apenas cinco vezes no Novo Testamento, e em quatro ocasiões se referindo aos líderes da comunidade (At 20:28; Fp 1:1; ITm 3:2). Já em IPe 2:25 refere-se a Jesus como aquele que protege as almas dos salvos.
As palavras presbítero (ancião) e bispo significam basicamente a mesma coisa. Em Atos 20:17, 28 vemos Paulo se dirigindo aos presbíteros onde também os chama de bispos. Aqueles homens tinham a incumbência de pastorear a igreja. Eram eles que deveriam proteger a igreja dos "lobos" (falsos mestres) que nela penetram com o intuito de arrebanhar adeptos a si mesmo através dos seus ensinos errados. Também deveriam estar atentos com os de dentro, pois mesmo entre eles podem se levantar pessoas assim.
A Função dos Presbíteros
Em IPe 5:2,3 lemos: "Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós, eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e ainda co-participante da glória que há de ser revelada: pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho."
Fica claro que os presbíteros devem ser exemplo, modelos para o rebanho. O comportamento deles deve refletir as marcas de uma vida pautada na Palavra de Deus. Os presbíteros não devem ser dominadores, mas devem conduzir a igreja através do exemplo de vida. Assim os demais serão levados a imitar o comportamento deles e eles, pelo seu testemunho, ganharão o respeito de todos os irmãos espirituais.
Outro fato a ressaltar e que não há na Bíblia nenhuma distinção de classes dentro da igreja, nenhum tipo de hierarquia. A cabeça da igreja é Jesus Cristo, todos os demais são corpo. Contudo, devemos obediência e respeito para com aqueles que Deus colocou como nossos guias, pois são responsáveis perante o Senhor pelo bem estar da igreja.
Ao presbítero cabe a função de pastorear do rebanho local. Eles devem zelar para que o rebanho receba um bom alimento espiritual. Devem empenhar-se pessoalmente no ensino da igreja, a responsabilidade é deles. Isto não significa que só eles pregarão, mas que estarão atentos ao que está sendo pregado na igreja local.
Resumindo, a função dos presbíteros é exercer a liderança da igreja, esforçando-se para pastoreá-la de forma que o rebanho cresça tanto qualitativamente como numericamente. Eles não devem ser mandões e "donos da verdade", não devem liderar pela força como opressores, mas devem ter um tipo de vida que dignifique a Deus e sirva de modelo para os outros irmãos, de forma que estes se sintam atraídos a imitá-los.
Leiamos alguns textos sobre a importância e seriedade do pastoreio:
·Is 40:10,11: "Eis que o SENHOR Deus virá com poder, e o seu braço dominará; eis que o seu galardão está com ele, e diante dele, a sua recompensa. Como pastor, apascentará o seu rebanho; entre os seus braços recolherá os cordeirinhos e os levará no seio; as que amamentam ele guiará mansamente." Pastoreio carinhoso!
·Jr 3:15: "Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com conhecimento e com inteligência".
·Jr 10:21: "Porque os pastores se tornaram estúpidos e não buscaram ao SENHOR; por isso, não prosperaram, e todos os seus rebanhos se acham dispersos".
·Jr 23:1-4: "Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto! — diz o SENHOR. Portanto, assim diz o SENHOR, o Deus de Israel, contra os pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e delas não cuidastes; mas eu cuidarei em vos castigar a maldade das vossas ações, diz o SENHOR. Eu mesmo recolherei o restante das minhas ovelhas, de todas as terras para onde as tiver afugentado, e as farei voltar aos seus apriscos; serão fecundas e se multiplicarão. Levantarei sobre elas pastores que as apascentem, e elas jamais temerão, nem se espantarão; nem uma delas faltará, diz o SENHOR".
·Jr 50:6: "O meu povo tem sido ovelhas perdidas; seus pastores as fizeram errar e as deixaram desviar para os montes; do monte passaram ao outeiro, esqueceram-se do seu redil".
·Ez 34:1-6: "Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Filho do homem profetiza contra os pastores de Israel; profetiza e dize-lhes: Assim diz o SENHOR Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não apascentarão os pastores as ovelhas? Comeis a gordura, vestis-vos da lã e degolais o cevado; mas não apascentais as ovelhas. A fraca não fortalecestes, a doente não curastes, a quebrada não ligastes, a desgarrada não tornastes a trazer e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza. Assim, se espalharam, por não haver pastor, e se tornaram pasto para todas as feras do campo. As minhas ovelhas andam desgarradas por todos os montes e por todo elevado outeiro; as minhas ovelhas andam espalhadas por toda a terra, sem haver quem as procure ou quem as busque".
·Zc 10:2: "Porque os ídolos do lar falam coisas vãs, e os adivinhos veem mentiras, contam sonhos enganadores e oferecem consolações vazias; por isso, anda o povo como ovelhas, aflito, porque não há pastor. Contra os pastores se acendeu a minha ira, e castigarei os bodes-guias; mas o SENHOR dos Exércitos tomará a seu cuidado o rebanho...".
·Zc 11:17: "Ai do pastor inútil, que abandona o rebanho! A espada lhe cairá sobre o braço e sobre o olho direito; o braço, completamente, se lhe secará, e o olho direito, de todo, se escurecerá".
·At 20:26: "Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue".
·Jo 10:11-14: "Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. O mercenário, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o lobo, abandona as ovelhas e foge; então, o lobo as arrebata e dispersa. O mercenário foge, porque é mercenário e não tem cuidado com as ovelhas. Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim".
·Ef 4:11: "E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo".

A Indicação e Reconhecimento de Presbíteros
Ao escolhermos presbíteros faríamos bem em observar estas qualificações bíblicas. É através delas que os candidatos devem ser analisados. Não devem ser avaliados por padrões terrenos tais como: realizações terrenas, fama, sucesso, competência nos negócios, posição social, capacidade intelectual, idade, parentesco, amizade, simpatia, apenas por ser idoso ou pelo grau de instrução (embora eu entenda que uma pessoa que não saiba ler não tem como estudar não podendo, portanto, ser apto para ensinar). O Ensino do Novo Testamento mostra que os presbíteros têm que ser avaliados pelo exemplo em seu viver diário. Isto não é uma opção e sim uma exigência.
Parece haver, no Novo Testamento, algumas ocasiões nas quais os que serviriam a igreja foram escolhidos por toda a congregação. Apesar dos apóstolos estarem presentes na igreja em Jerusalém, não foram eles que escolheram os sete primeiros diáconos. Pelo contrário eles disseram a igreja: "irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, aos quais encarregaremos deste serviço". O mesmo se deu na escolha do substituto de Judas, não foram os onze que o escolheram. Lemos em Atos 1:15: "Naqueles dias, levantou-se Pedro no meio dos irmãos (ora, compunha-se a assembleia de umas cento e vinte pessoas)". Quando precisaram enviar pessoas para transmitir a decisão dos apóstolos aos crentes da Galácia eles o fizeram em comum acordo com a igreja. Tanto a escolha quanto o envio foram feitos pelos apóstolos e presbíteros juntamente com a igreja. Vejamos: "Então, pareceu bem aos apóstolos e aos presbíteros, com toda a igreja, tendo elegido homens dentre eles, enviá-los...".
No retorno da sua primeira viagem missionária, Paulo e Barnabé, atentaram para a necessidade de estabelecer presbíteros nas novas igrejas. Em Atos 14:23 lemos: "E, promovendo-lhes, em cada igreja, a eleição de presbíteros, depois de orar com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido." A Bíblia nos dá a entender que a escolha dos líderes se deu através de eleição. A palavra grega usada aqui é Descrição: Descrição: Cheirotonesantes(o verbo grego é Descrição: Descrição: Cheirotoneo) que aparece somente aqui e em II Coríntios 8:19 referindo-se ao irmão que foi eleito pelas igrejas para ser companheiro de Paulo na administração das ofertas recolhidas em favor dos crentes em Jerusalém.
A palavra grega para mão é Descrição: Descrição: Palavra Grega Chamada Cheir, Descrição: Descrição: Palavra Grega Chamada Cheirose os léxicos da língua grega indicam que Descrição: Descrição: Palavra Grega Chamada Cheirotoneosignifica eleger através do erguer as mãos. Podendo ainda significar apontar, indicar.
Nunca é demais lembrar o alerta bíblico que diz: "A ninguém imponhas precipitadamente as mãos. Não te tornes cúmplice de pecados de outrem..." (I Tm 5:22). Apesar de necessário, não devemos ter pressa demasiada para reconhecer os presbíteros. Na minha opinião é melhor não ter presbíteros do que ter exercendo a função pessoas desqualificadas biblicamente. O prejuízo é liquido e certo!
A Bíblia diz que: quem "aspira ao episcopado, excelente obra almeja" (I Tm 3:1). É bom atentar que ela não diz: excelente cargo almeja, ou ainda excelente posição almeja. Se alguém entre nós estiver cobiçando cargo, posição ou poder, certamente esta pessoa ficará tomada de ciúmes, ficará aborrecida e chateada se porventura não for indicada pela igreja. Se isso acontecer é bom dar graças ao Senhor por não ter permitido que tal pessoa fosse reconhecida, pois não estava com a visão bíblica do que é ser presbítero. Seria um péssimo modelo para o rebanho e, mais cedo ou mais tarde, traria prejuízo para a igreja.
Entendemos então, que a indicação e o reconhecimento devem ser feitos pela igreja sob a orientação do Espírito Santo.
A Autoridade dos Presbíteros
É preciso ressaltar que qualquer atitude ou movimento que vise desestabilizar a liderança, trombará de frente com o Deus que levantou a liderança. Toda autoridade é constituída por Deus (cf. Rm 13:1,2). A Bíblia nos ensina a sermos submissos para com aqueles que são líderes na igreja local onde somos membros. Em Hebreus 13:17 lemos: "Obedecei a vossos pastores e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossa alma, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil" (ARC). Levantar-se gratuitamente contra a liderança é pecado. Tentar minar sua autoridade é pecado. Rebeldia preconcebida e contra a liderança é pecado. Não devemos nos tornar um peso para nossos pastores. É nossa parte procurar tornar fácil a tarefa deles; eles, por sua vez, devem estar cientes que prestarão contas diretamente a Deus pela forma com a qual desempenharam esta função.
É bom lembrar aos presbíteros que autoridade não significa autoritarismo. Paulo foi investido no apostolado por ninguém menos que o Senhor Jesus. Contudo, quando teve que tratar com o pecador da igreja de Corinto, ele não decretou a sua exclusão sozinho. Apesar de ter autoridade para determinar a exclusão, lemos que ele o fez juntamente com a igreja. Vejamos "Eu, na verdade, ainda que ausente em pessoa, mas presente em espírito, já sentenciei, como se estivesse presente, que o autor de tal infâmia seja, em nome do Senhor Jesus, reunidos vós e o meu espírito, com o poder de Jesus, nosso Senhor, entregue a Satanás para a destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo no Dia do Senhor Jesus" (I Co 5:3-5). Paulo exercia autoridade sem ser autoritário.
Outro alerta aos presbíteros pode ser inferido de Tiago 3:1 que diz: "Meus irmãos, não vos torneis, muitos de vós, mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo." Um dia seu serviço será avaliado com mais rigor. Ou como diz a versão Revista e Corrigida, você receberá "mais duro juízo". Portanto, é mister que os presbíteros procurem esmerar-se para pastorear a igreja da forma bíblica. Sendo aqueles pastores que pastoreiam mais pelo exemplo que pela imposição.
Por último, devemos atentar para o fato de que há no Novo Testamento lugar para presbítero em tempo exclusivo. Estes são aqueles que dedicam seu tempo em estudar as Escrituras para prover ensino sadio ao rebanho. Prover alimento espiritual de qualidade. Lemos sobre eles em I Timóteo 5:17,18: "Devem ser considerados merecedores de dobrados honorários os presbíteros que presidem bem, com especialidade os que se afadigam na palavra e no ensino. Pois a Escritura declara: Não amordaces o boi, quando pisa o trigo. E ainda: O trabalhador é digno do seu salário".
Aliás, na realidade das grandes cidades é praticamente impossível àqueles irmãos que trabalham o dia inteiro ainda conseguirem tempo para exercer o pastorado de forma satisfatória. Sabemos que alguns se esforçam para, depois de um dia cheio e cansativo, fazer visitas e devemos ser gratos a Deus por homens com tal disposição. Mas também sabemos que dificilmente eles conseguirão dedicar o tempo necessário para se esmerar no estudo da Palavra, para visitar, para cuidar dos enfermos, para buscar os fracos e desviados etc. Havendo um presbítero com mais disponibilidade de tempo, esta necessidade seria suprida.
É por isso que nós devemos orar e procurar não ser um peso para os presbíteros. Se a carga se tornar pesada eles perderão a alegria gemerão sob seu peso. E isto, além de não ser bom para eles, não será de nenhuma utilidade para a igreja (c.f. Hb 13:17). Enquanto eles velam por nossas almas, devemos velar por eles em oração e procurar, na medida do possível, oferecer nosso ombro para ajudá-los naquilo que porventura venham a precisar de nós.
Antes de terminar este tópico sobre a autoridade do presbitério, faço questão de frisar que a recente "onda" de constituir um presbítero presidente na igreja local é uma inovação que não encontra respaldo na Palavra de Deus. Não há na Palavra de Deus uma vírgula sequer sobre tal tipo de presbítero. Um presbítero presidindo sobre os outros presbíteros de uma igreja local não é bíblico. Cada presbítero deve ser submisso primeiramente ao Senhor e depois aos outros presbíteros. Se cada um agir assim haverá igualdade e nenhum quererá dominar sobre os outros. É isso que vemos na Palavra.
Que o Senhor, em Cristo Jesus, nos abençoe na execução desse ministério para o qual fomos divinamente chamados. Amém.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O 11 de Setembro e o surgimento do Novo Calvinismo

O 11 de Setembro e o surgimento do Novo Calvinismo


Em 2007, Mark Dever escreveu uma série de posts intitulados de “De onde surgiram estes calvinistas todos?”Ele listou 10 razões para o florescimento da teologia reformada TULIP dentro do evangelicalismo, entre elas pastores influentes como Spurgeon, Lloyd-Jones, Piper, e MacArthur. Ele também se referiu à controvérsia da inerrância dentro da Convenção Batista do Sul, autores como J.I. Packer, e editoras como a Banner of Truth. A partir desta ampla gama de fontes, Dever desenterrou as raízes do recente ressurgimento dos reformados.

Concordo com todas as escolhas de Dever. Mas pergunto-me se não haverá um evento cultural significativo que poderia ser acrescentado: 11 de Setembro de 2001.Pode ser verdade que uma variedade de práticas, pregadores, e as editoras lançaram as bases para o recente aumento da teologia reformada. Mas por que é que o maior crescimento do movimento se deu apenas na ultima década? Que papel tem 11 Setembro jogado no Ressurgimento dos Reformados?

Ao falar do 11 de Setembro, refiro-me não só aos ataques terroristas, mas também aos eventos postos em movimento pelos terroristas. Duas guerras dispendiosas. Medo do terrorismo. A Grande Recessão. Estes eventos relatados agravaram a mudança cultural iniciada pelo sequestradores.

Além disso, a última década produziu uma série de desastres horríveis (dois tsunamis, o furacão Katrina, os terramotos na Ásia e na América Latina, tornados no Sudeste Americano). Embora não relacionados ao 11 de Setembro, talvez estas tragédias também tenham desempenhado um papel no Novo Calvinismo, obrigando os cristãos a debater-se com doutrinas difíceis. Para muitos de nós, o resultado foi uma valorização maior para a soberania de Deus no meio do sofrimento humano.

Não há maneira de medir o impacto de 11 de Setembro no evangelicalismo. Na melhor das hipóteses, podemos ver dicas aqui e ali quanto à sua repercussão teológica. Além das pessoas que estavam lá e experimentaram o horror, é pouco provável que muitas pessoas atribuam qualquer tipo de mudança teológica para os eventos daquele dia terrível. Duvido que muitos dos Young, Restless, and Reformed (movimento cristão)considerariam 11 de Setembro como um momento importante na sua mudança em direção a teologia reformada.

Mas, às vezes, não são as nossas jornadas pessoais que carregam a maior influência. É o ar cultural que respiramos. É possível que 11 de setembro e suas réplicas culturais tenham “mudado o ar” por assim dizer, de modo que um segmento de gama de evangelismo começou a fazer perguntas que não pareciam tão urgentes antes?

Vejamos algumas maneiras em que a cultura pós 11 de Setembro pode ter criado um ambiente propício para a ascensão do Novo Calvinismo:

1. O 11 de setembro forçou “o problema do mal” para a vanguarda da reflexão teológica.

O terrorismo trouxe o conceito do “mal” de volta de um purgatório de pensamento positivo e teologia prática. Os políticos começaram a usar o termo novamente. Pregadores começaram a séries de sermões sobre a realidade do mal e do sofrimento. A aversão da nossa sociedade para palavras como “mal” e “pecado” apareceram de repente como um avestruz tentando evitar a verdade.

Mas muitos jovens iam além do mero reconhecimento da existência do mal. Começamos a trabalhar com questões relacionadas à soberania de Deus e a responsabilidade humana. O problema clássico do mal (“Se Deus é bom e todo-poderoso, por que o mal existe?”) Voltou com força total como um tema de intensa discussão.

Antes de 11 de Setembro de minhas crenças sobre o mal e o sofrimento sempre se curvaram à realidade do livre-arbítrio:

Deus quer ser amado.
O amor não pode ser forçado.

Portanto, Deus nos dá o livre arbítrio.

Qualquer coisa ruim que acontece é resultado de seres humanos usando seu livre arbítrio.

Deus não pode ser responsabilizado.


Após 11 de Setembro, esta linha de argumentação padrão desmoronou-se. Tendo testemunhado a carnificina dos ataques terroristas, eu questionava se o livre-arbítrio valia a pena. Vale a pena ter o livre arbítrio só para que Deus possa ser amado sem recurso à força? Não há algo maior do que o nosso amor por Deus?

Eu também percebi que a resposta livre arbítrio não ilibava Deus, ele só empurrou Sua presença na distância um pouco mais. Eu lembro-me de pensar: Com uma palavra, Ele poderia ter alterado a direcção do avião para não acertar no edifício. Em um instante, Ele poderia ter alertado os olhos dos seguranças para os terroristas e os expor antes de eles entrarem no avião. Ele poderia ter habilitado os passageiros do United 93 não só a invadir o cockpit, mas também assumir o controle do avião antes que ele cair. Poderia, poderia, poderia. Mas Ele não o fez. Por que não? A escolha de não parar uma tragédia que poderia evitar, de alguma forma, torna-te em parte culpados?

2. 11 de Setembro criou um ambiente no qual a respostas fáceis do evangelicalismo pop já não eram satisfatórias.

A resposta típica evangélica para as questões acerca do “problema do mal do 11 de Setembro” era desconsidera-las, e se consolar com o “momentos espirituais” que ocorreram naquele dia. E-mails circularam contando a história da mulher que escapou por pouco antes da torre cair, ou os dois feixes forjados juntos no calor como uma cruz improvisada, ou a Bíblia que foi preservada em uma seção destruida do Pentágono. Em vez de se debaterem com as grandes questões, muitos cristãos confortaram-se na bondade de um Deus providencial que impediu que o pior ocorresse.

Mas eu me lembro como essas respostas pareciam tão inadequadas. As torres caíram. Algumas pessoas sobreviveram. Louvado seja Deus! Mas outras morreram. Ainda louvamos a Deus? Se Deus era envolvido na sobrevivência de uma pessoa, não seria também envolvido na vida que pereceu?
Depois, houve a resposta sentimental. ”Onde estava Deus no 11 de Setembro?” Ele estava lá, em todos os actos heróicos do dia. Deus estava na bombeiros que mergulharam para a morte com as torres. Deus estava na equipas de emergência a tratar as pessoas no local. Deus estava nos voluntários que passaram dias a tentar resgatar pessoas dos escombros.

Mas esta resposta foi inadequada também. Ela simplesmente chamava a atenção para longe das questões maiores e mais intensas: Onde estava Deus quando os sequestradores sequestraram os aviões? Onde estava Deus quando realmente importava? A visão de Deus apresentada por muitos evangélicos foi a de um avô caquetico, que chegou tarde demais para deter a tragédia, mas a tempo de nos ajudar a colocar os pedaços juntos novamente.

3. A cultura pós 11 de Setembro estava pronta para uma geração de jovens cavarem a Bíblia para obter respostas a algumas das perguntas mais intrigantes da vida.

As respostas típicas evangélicos foram superficiais, e eu rejeitei-as. Elas ofereciam conforto temporário, empurrando para o lado as perguntas mais difíceis. A julgar pelas conversas que tive com muitos amigos, a resposta sentimental não ressoava com eles também. E os próximos anos apenas intensificaram o problema. O sentimentalismo, as brincadeiras para famílias da rádio e os livros cristãos não nos diziam por que é que os nossos amigos estavam voltando para casa a partir do Oriente Médio em sacos para cadáveres.

O 11 de setembro fez mais do que abalar as bases das Torres Gêmeas. Ele mudou o ethos cultural e abalou os fundamentos teológicos de muitos evangélicos mais jovens. Nós começamos a questionar coisas que sempre tínhamos assumido. Muitos de nós começamos a cavar mais fundo. Queríamos respostas. E a teologia reformada não se envergonhava das perguntas difíceis.

Quando eu penso sobre os cristãos com quem eu ia para a escola e com os amigos que eu tinha no meu grupo de jovens da igreja, vejo duas direções. Alguns de nós lutaram com estas questões e depois recuaram, permanecendo no conforto, no sentimentalismo típico de respostas evangélicas. Mas a maioria acabaram se tornando reformados ou pelo menos de tendência Reformada. Eles descobriram John Piper e a profundidade da sua visão relacionada ao sofrimento humano. Eles descobriram outros pastores e professores que não tinham medo de enfrentar as perguntas difíceis. Meu irmão, que voltou do Iraque no ano passado, disse-me que os livros a serem lidos por seus colegas soldados foram escritos por homens como Piper e Sproul, não Rob Bell e Donald Miller.

Em um mundo pós 11 de Setembro, evangelicalismo superficial não tinha as respostas que muitos evangélicos mais jovens ansiavam. Muitos de nós acabaram por se familiarizar com um Deus majestoso, feroz, e irresistivelmente atraente que estourou todas as caixas onde queriamos mantê-lo dentro

Deus estava no controlo.

O mal do 11 de Setembro, embora não aprovado por Deus, é de alguma forma parte do Seu plano mestre.

A cruz nos lembra que Deus pode fazer o maior bem do maior mal.

Nenhuma dor é, portanto, sem sentido.

E Deus um dia irá derrotar o mal para sempre.

A teologia reformada deu a uma geração mais jovem uma visão de um Deus que é grande o suficiente para ter razões desconhecidas para permitir actos de maldade para acontecer e grande o suficiente para derrotar o mal pelo bem. A doutrina da soberania de Deus não se tratava de marcar pontos no debate com nerds da teológia, mas um refúgio de descanso e segurança em meio a tempos de turbulência.

4. 11 de Setembro marcou o ministério de uma nova geração de pastores.

Muitos dos actuais jovens pregadores e os professores têm sensibilidades diferentes do que a geração baby boom que os precedeu. Ouça Matt Chandler e David Platt e você não vai ouvir mensagens cheias de dicas práticas para melhorar sua vida hoje. Em vez disso, você ouve os homens com estilos distintos abordar algumas das questões mais difíceis da vida. Chandler prega através Habacuque enquanto se recupera de uma cirurgia no cérebro para um tumor. David Platt conduz sua igreja para a reflexão (teologia) e acção (serviço) em nome de uma Birmingham devastada por tornados. O ministério de pregação de muitos pastores mais jovens foi significativamente moldada pela realidade da vida em um mundo Pós 11 de Setembro.

Sim, o ensino prosperidade e saúde continua a subir sem parar. A Igreja Emergente apareceu em cena e depois desapareceu. Alguns têm encontrado respostas no Teísmo Aberto. Joel Osteen é pastor mais influente da América, e ele está tão longe de pregar sobre a dor real e tristeza como qualquer pastor pode estar. E, no entanto, há um grande número de evangélicos mais jovens que não estão impressionados com qualquer uma dessas outras opções. A cultura pós 11 de Setembro indiretamente moldou as perguntas e questões dos evangélicos mais jovens. Aqueles de nós que fomos à procura de respostas encontramos ajuda das pessoas e editores mencionados na série Mark Dever.

Eu não estou certo de que podemos ligar os pontos do 11 de setembro para a ascensão do Novo Calvinismo de uma maneira que faça total sentido. Ainda assim, quando perguntando “De onde surgiram estes calvinistas todos?” É interessante notar que na década de 1990, houve um estrondo da fé Reformada. Mas só depois do 11 de setembro houve um ressurgimento da fé reformada.

Tradução: Fábio Silva

Original: http://trevinwax.com/2011/09/06/september-11-and-the-rise-of-new-calvinism/

Fonte via: http://reformamonergista.wordpress.com/2011/09/11/o-11-de-setembro-e-o-surgimento-do-novo-calvinismo/


Divulgação: http://luis-cavalcante.blogspot.com

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